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sábado, 17 de agosto de 2013
A Difícil Arte de Agradar
Um velho e um garotinho iam viajando sobre um jumento por um vilarejo,
quando de repente eles são interrompidos por um homem que os indagava:
- Vocês não se envergonham de viajar em cima desse pobre animal?
O velho, envergonhado, desceu de sua condução, deixando somente a criança
nela, e seguiram viagem.
Mais adiante eles são novamente parados por uma mulher, que admirada,
perguntou ao garotinho:
- Menino, como você é capaz de viajar sobre este animal, enquanto este
pobre velho vai a pé? Você não se envergonha disto?
O garoto, enrubescido, desceu do animal, cedendo seu lugar ao velho.
E novamente seguiram seu rumo.
E como por ironia do destino, mais uma vez seu trajeto foi interrompido,
agora por um jovem que questionou ao velho:
- Senhor, você não se intimida em viajar sobre este jumento, enquanto
essa pequena criança vai a pé?
O velho e a criança, mais que rapidamente, olharam um para o outro e
fizeram um ar de indagação... E simplesmente seguiram da maneira que sentiram-se mais confortáveis, conforme sua própria necessidade e desejo.
Autor Desconhecido
sábado, 10 de agosto de 2013
O vendedor de Balões
Era uma vez um velho homem que
vendia balões numa feira.
O homem, que era um bom vendedor, deixou um balão vermelho soltar-se e elevar-se nos ares, atraindo, desse modo, uma multidão de jovens compradores de balões. Havia ali perto um menino negro que observava o vendedor e, é claro, apreciava os balões. Depois de ter soltado o balão vermelho, o homem soltou um azul, depois um amarelo e finalmente um branco. Todos foram subindo até desaparecerem de vista. O menino, de olhar atento, seguia cada um e ficava imaginando mil coisas... Mas havia uma coisa que o aborrecia: o homem não soltava o balão preto. Então o menino aproximou-se do vendedor e perguntou-lhe: - Se o senhor soltasse o balão preto, ele subiria tanto quanto os outros? O vendedor de balões sorriu compreensivo, rebentou a linha que prendia o balão preto e enquanto ele se elevava nos ares disse: - Não é a cor, filho, é o que está dentro dele que o faz subir.
O homem, que era um bom vendedor, deixou um balão vermelho soltar-se e elevar-se nos ares, atraindo, desse modo, uma multidão de jovens compradores de balões. Havia ali perto um menino negro que observava o vendedor e, é claro, apreciava os balões. Depois de ter soltado o balão vermelho, o homem soltou um azul, depois um amarelo e finalmente um branco. Todos foram subindo até desaparecerem de vista. O menino, de olhar atento, seguia cada um e ficava imaginando mil coisas... Mas havia uma coisa que o aborrecia: o homem não soltava o balão preto. Então o menino aproximou-se do vendedor e perguntou-lhe: - Se o senhor soltasse o balão preto, ele subiria tanto quanto os outros? O vendedor de balões sorriu compreensivo, rebentou a linha que prendia o balão preto e enquanto ele se elevava nos ares disse: - Não é a cor, filho, é o que está dentro dele que o faz subir.
Adaptação de versão encontrada a circular na Internet
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sábado, 3 de agosto de 2013
Metáforas Partilhadas
O discípulo
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Um discípulo procurou o rabino Naham de Braslaw:
- Não continuarei mais meus estudos sagrados. Moro numa pequena casa com meus pais e meus irmãos, e nunca encontro as condições
ideais para concentrar- me no que é importante.
Naham apontou o Sol e pediu que seu discípulo
colocasse a mão na frente do rosto de modo a ocultá-lo. O discípulo fez
isto. Então o rabino disse:
- Sua mão é pequena, porém conseguiu cobrir por
completo a força, a luz e a majestade do imenso sol.
Da mesma maneira, os pequenos problemas conseguem lhe dar a desculpa
necessária para não seguir adiante em sua busca espiritual.
Ninguém é culpado da própria incompetência. Assim como a mão tem o poder
de esconder o sol, a mediocridade tem o poder de esconder a luz
interior.
Não deixe que isso aconteça.
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sexta-feira, 7 de junho de 2013
Sobre Muros e Pontes
Dois
irmãos que moravam em fazendas vizinhas, separadas apenas por um riacho,
entraram em conflito. Foi a primeira grande desavença em toda uma vida de
trabalho lado a lado. Mas agora tudo havia mudado. O que começou com um pequeno
mal entendido, finalmente explodiu numa troca de palavras ríspidas, seguidas
por semanas de total silêncio.
Numa manhã, o irmão mais
velho ouviu baterem à sua porta.
- Estou procurando trabalho, disse o carpinteiro. Talvez você tenha algum serviço para mim.
- Sim, disse o fazendeiro. Claro! Vê aquela fazenda ali, além do riacho? É do meu vizinho. Na realidade é do meu irmão mais novo. Nós brigamos e não posso mais suportá-lo.
- Vê aquela pilha de madeira ali no celeiro? Pois use para construir uma cerca bem alta.
- Acho que entendo a situação, disse o carpinteiro.
- Mostre-me onde estão a pá e os pregos.
O irmão mais velho entregou o material e foi para a cidade.
O homem ficou ali cortando, medindo, trabalhando o dia inteiro. Quando o fazendeiro chegou, não acreditou no que viu: ao invés da cerca, uma ponte foi construída ali, ligando as duas margens do riacho.
Era um belo trabalho, mas o fazendeiro ficou enfurecido e falou:
- Você foi atrevido construindo essa ponte depois de tudo que lhe contei.
Mas as surpresas não pararam aí. Ao olhar novamente para a ponte viu o seu irmão se aproximar de braços abertos. Por um instante permaneceu imóvel do seu lado do rio.
O irmão mais novo então falou:
- Você realmente foi muito amigo construindo esta ponte mesmo depois do que eu lhe disse.
De repente, num só impulso, o irmão mais velho correu na direção do outro e abraçaram-se, chorando no meio da ponte.
O carpinteiro que fez o trabalho partiu com sua caixa de ferramentas.
- Espere, fique conosco! Tenho outros trabalhos para você.
E o carpinteiro respondeu:
- Eu adoraria, mas tenho outras pontes a construir...
( Anônimo )
- Estou procurando trabalho, disse o carpinteiro. Talvez você tenha algum serviço para mim.
- Sim, disse o fazendeiro. Claro! Vê aquela fazenda ali, além do riacho? É do meu vizinho. Na realidade é do meu irmão mais novo. Nós brigamos e não posso mais suportá-lo.
- Vê aquela pilha de madeira ali no celeiro? Pois use para construir uma cerca bem alta.
- Acho que entendo a situação, disse o carpinteiro.
- Mostre-me onde estão a pá e os pregos.
O irmão mais velho entregou o material e foi para a cidade.
O homem ficou ali cortando, medindo, trabalhando o dia inteiro. Quando o fazendeiro chegou, não acreditou no que viu: ao invés da cerca, uma ponte foi construída ali, ligando as duas margens do riacho.
Era um belo trabalho, mas o fazendeiro ficou enfurecido e falou:
- Você foi atrevido construindo essa ponte depois de tudo que lhe contei.
Mas as surpresas não pararam aí. Ao olhar novamente para a ponte viu o seu irmão se aproximar de braços abertos. Por um instante permaneceu imóvel do seu lado do rio.
O irmão mais novo então falou:
- Você realmente foi muito amigo construindo esta ponte mesmo depois do que eu lhe disse.
De repente, num só impulso, o irmão mais velho correu na direção do outro e abraçaram-se, chorando no meio da ponte.
O carpinteiro que fez o trabalho partiu com sua caixa de ferramentas.
- Espere, fique conosco! Tenho outros trabalhos para você.
E o carpinteiro respondeu:
- Eu adoraria, mas tenho outras pontes a construir...
( Anônimo )
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